“Diante de ti pus a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe, pois, a vida.”
Uma criatura que só pode obedecer é um instrumento. O Criador não quis instrumentos; toda a narrativa bíblica pressupõe seres capazes de responder, recusar e regressar.
A liberdade, porém, não é um dom neutro. Inclui necessariamente a possibilidade real do seu próprio uso indevido, caso contrário é apenas a aparência de escolha, arranjada de antemão.
Aqui dá-se a primeira viragem do argumento: o mal não é algo que Deus fez. É o lado de sombra de algo que Deus fez — a liberdade genuína — e a sombra só ganha forma quando uma vontade a escolhe.
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