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Um ensaio apologético sobre o problema do bem e do mal

O Livro

Sinopse

Teoria do Motivo de Estarmos Aqui faz uma pergunta mais antiga do que a filosofia e mais aguda do que a maioria das respostas que lhe são dadas: se Deus é bom e suficiente em si mesmo, por que existe um mundo como o nosso?

O ensaio propõe que a criação humana não é um acidente, um ornamento nem um teste de mérito individual, mas a arena onde o problema introduzido pela rebelião de Lúcifer é levado a uma conclusão definitiva. O mal é tratado não como substância, mas como potência que teve de ser permitida ao ato para que a liberdade significasse algo.

Ao longo de catorze capítulos, o argumento avança dos atributos do Criador até à cruz de Cristo, onde a dualidade não é equilibrada, mas resolvida. Dialoga com as teodiceias clássicas, responde diretamente às objeções mais comuns e mantém cada afirmação teológica ancorada na Escritura.

Índice

  1. 1Atributos do CriadorAntes de se poder perguntar honestamente pelo mal, é preciso descrever sem lisonja o carácter daquele que cria.
  2. 2O Deus que não precisa de nadaA criação nada acrescenta a Deus. Essa única afirmação reconfigura todos os motivos que lhe poderíamos atribuir.
  3. 3O livre-arbítrioUm amor que não pode ser recusado não é amor. A liberdade é o preço de uma relação que signifique alguma coisa.
  4. 4Por que não criar só os bons?A objeção mais comum merece a resposta mais paciente: presciência não é pré-seleção.
  5. 5O mal em potênciaO mal não é uma substância criada. É uma ausência que só se torna visível onde a luz já está.
  6. 6Lúcifer: da potência ao atoUma vontade, em plena luz, preferiu-se a si mesma. Desde esse momento o universo passou a carregar uma pergunta aberta.
  7. 7A dualidade reveladaNo jardim, uma pergunta abstrata recebe forma concreta: uma árvore, uma palavra e uma escolha.
  8. 8Culpados ou corrompidos?Dois diagnósticos muito diferentes da condição humana, e por que a diferença decide o que a redenção tem de ser.
  9. 9Duas mortes, duas matériasO pó volta ao pó; outra coisa não volta. A distinção não é sentimental, é estrutural.
  10. 10Cristo: a dualidade resolvidaO centro do livro. Não um equilíbrio entre o bem e o mal, mas o esgotamento de um pelo outro.
  11. 11A cruz como fim do pecado em potênciaO que foi rasgado não foi apenas um véu. Foi a possibilidade de a pergunta voltar a ser aberta.
  12. 12A Terra como palcoUm planeta pequeno, atentamente observado. A escala do universo e a pequenez do palco não estão em conflito.
  13. 13Objeções e respostasOs contra-argumentos mais fortes, formulados com justiça, respondidos diretamente, sem atalhos retóricos.
  14. 14Diálogo com outras teodiceiasAgostinho, Ireneu, Leibniz, Plantinga — onde este argumento concorda e onde não concorda.

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